Dados e Indicadores na Saúde Mental Pública

Dados e evidências Políticas públicas Serviços de saúde mental

Desenvolvimento: março a dezembro de 2021

Parceiros: Impulso.Gov e Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Aracaju (SE)

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Iniciado em março de 2021, o projeto piloto que trabalha o uso de dados em indicadores é desenvolvido em parceria com o núcleo gestor local da RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) em Aracaju (SE) e com a Impulso.Gov. Pioneira no Brasil, o objetivo da intervenção é definir os principais indicadores de serviços de saúde mental públicos para avaliá-los e, posteriormente, aprimorar os serviços de atenção psicossocial do SUS (Sistema Único de Saúde).

O uso de dados e indicadores na gestão de saúde pública do país pode apoiar a tomada de decisões, a priorização de determinadas intervenções e a otimização do uso dos recursos públicos. Pode, por exemplo, ajudar a entender as principais demandas de transtornos mentais que estão em filas de atendimento e que podem se agravar caso não tenham acesso aos serviços rapidamente, informação que apoia diretamente a decisão sobre priorização da fila e sobre ampliação da capacidade do sistema para acelerar o atendimento.

A iniciativa representa uma união de esforços entre duas organizações da sociedade civil e a gestão pública para apoiar tomadas de decisão com base em evidências, ou seja, os benefícios são para toda a sociedade e as soluções podem ser adotadas também em outros municípios. A construção dessa cultura do uso de dados e indicadores na gestão pública é um grande passo para potencializar a implementação de políticas públicas de qualidade e a formulação de metas de cuidado relacionadas à saúde mental.

Dados e Indicadores

Os dados são informações que representam um ou mais significados que, de forma isolada, não conseguem transmitir uma mensagem clara. Por exemplo, o gênero de um usuário do sistema de saúde, por si só, é um dado que se não for atrelado a outros como idade, renda, histórico médico, território entre outros, não constitui uma informação.

Para que essas informações ajudem a melhorar a qualidade dos serviços oferecidos é que trabalhamos com os indicadores, que são combinações e interpretações específicas dos dados e que auxiliam na identificação e visibilidade de eventuais pontos de atenção, assim como a compreender as dinâmicas locais, características e necessidades de diferentes territórios. Os indicadores funcionam como sinalizadores da realidade, orientam a tomada de decisões e ajudam a traçar as melhores ações para alcançar os objetivos.

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Resultados preliminares e aprendizados

  • Engajamento local: ao perceberem a relevância dos dados e indicadores nas rotinas e decisões, as coordenadoras dos serviços têm buscado aprimorar os processos de coleta de dados nos serviços, levando essa pauta para os profissionais da ponta.
  • Dados e indicadores na rotina de trabalho: o uso de indicadores têm apoiado a tomada de decisões e sido incorporado nas rotinas de trabalho da Coordenação, tornando as  reuniões periódicas da Rede, como as reuniões semanais do Colegiado Gestor (coordenação de todos os serviços da RAPS) mais estratégicas para que forneçam uma visão geral sobre o andamento dos serviços.
  • Geração de sentido das informações: as métricas desenvolvidas têm apoiado o entendimento da qualidade de serviços e levado a discussões sobre desafios e caminhos para aprimoramento da qualidade dos serviços oferecidos, como, por exemplo, a taxa de abandono dos serviços, perfil dos procedimentos, entre outros.
  • Melhora dos equipamentos: para aperfeiçoar o trabalho com dados e indicadores coletados e lidar com o fato de que muitos deles ainda não eram digitalizados, foi feita uma solicitação feita para a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju para que fossem fornecidos novos computadores e a demanda foi atendida ainda no começo da fase de implementação do projeto.
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